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OLIGOTERAPIA – A MEDICINA DAS FUNÇÕES

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mineraisOligoterapia – A Medicina Funcional de Jacques Ménétrier

Sabemos que a modernidade e as tecnologias que vieram nos facilitar a vida mas, podem também causar grandes danos à sustentabilidade do Planeta. Isso também interfere em nossa saúde através de fatores como:  o alto nível de poluição, estresse causado pela competitividade, o uso de produtos químicos na produção e conservação dos alimentos, entre outros.

Somos vulneráveis às mudanças climáticas, às pressões socioeconômicas e aos fatores culturais, pois estes causam influências diretas e indiretas sobre o equilíbrio orgânico do indivíduo. Darwin já dizia na sua Teoria da Evolução das Espécies, que  através do processo de adaptação ao “meio ambiente” acontecem as mudanças no comportamento fisiológico dos seres vivos,  e que isso determina a sobrevivência dos mais “fortes” no processo que ele chamava de “seleção natural”.

Porem, graças à ciência moderna de Albert Einstein, vem  surgindo uma nova visão de mundo, mais complexa e que pode caracterizar-se por palavras como orgânica, holística e ecológica. No final do Século XIX, Gabriel Bertrand demonstrou a importância dos minerais encontrados em organismos vivos como biocatalisadores das funções enzimáticas. Em 1912, em um congresso científico, ele apresentou alguns desses minerais denominando-os de “Oligoelementos”. No século XX, Linus Pauling, o brilhante cientista considerado o criador do termo Ortomolecular, enredou pelo intricado campo da bioquímica e concluiu que “a doença tem uma base, um substrato molecular”. Em 1968 seu artigo “Psiquiatria Ortomolecular” descreveu o tratamento da doença mental por meio do fornecimento de um ambiente ideal molecular para a mente, especialmente em concentrações ideais de substâncias já normalmente presentes no corpo.

Foi então que em 1932 Jacques Ménétrier apresentou a “Tese das Diáteses”, comprovando o uso clinico dos oligoelementos (ou minerais catalíticos) na correção do terreno biológico dos pacientes, impedindo a evolução da doença para sua forma lesional. Sua proposta inovadora para a época sugeria o tratamento em um estágio entre a saúde e a doença, ou seja, na sua forma funcional. Esse novo padrão de medicina foi denominado de Medicina das Funções: Ao destrinchar as causas, comportamentos, sintomas e patologias fundamentais ou essenciais, são verificadas no contexto clínico quatro possibilidades teóricas que buscam estabelecer as relações de causas e efeitos entre o comportamento individual e o mecanismo geral de cada um dos terrenos ou diáteses e o a quinta possibilidade que é o desequilíbrio dos eixos; hipófise-gônadas e hipófise-pâncreas.

Diátese é o conjunto de características que definem o perfil biológico, levando em consideração os aspectos físicos, intelectuais e psicológicos demonstrados pelo paciente no momento da consulta. A disposição mórbida de uma diátese traduz um estado de desequilíbrio que se sucede ao equilíbrio natural precedente à lesão, ou seja, é uma disfunção que perturba o funcionamento orgânico e que conduz de forma progressiva à desordem e à degeneração. Porém é do comportamento próprio das diáteses a instabilidade e sua capacidade de regressão ao estado inicial. Por isso é aconselhável atacar de pronto a diátese mais vicariada sem, contudo, deixar de tratar também a sua origem essencial.
Existem 05 tipos de diáteses ou terrenos a serem usadas na avaliação do perfil biológico dos indivíduos e cada diátese (ou terreno) possui suas características próprias e seu mineral corretor de base: diátese alérgica ou artrítico-alérgica(Mn), diátese hipostênica ou “artrotuberculose”(MnCu), diátese distônica ou neuro-artrítica(MnCo), diátese anérgica(CuAuAg) e a diátese da desadaptação (ZnCu-ZnNiCo e I)

Conclui-se que o ciclo de vida dos organismos vivos é irrevogável e vai do nascimento à destruição, porém na sua evolução natural o organismo pode passar por esse ciclo sem grandes choques nos seus momentos de transição. A Medicina das Funções propõe que ao examinar, medir e tratar as passagens entre esses estados é possível minimizar os inconvenientes de um estado alérgico e hipostênico, por exemplo, e prolongar sua duração com condição de saúde, para além da adolescência e até mesmo da maturidade de um individuo. O terreno biológico receptivo às doenças é a condição indispensável para a manifestação das mesmas, na presença do agente patogênico e/ou das condições do meio. Quando isso acontece significa que o organismo perdeu sua condição natural de bloquear informações arquetípicas de doenças.

Os elementos químicos são essenciais para os seres vivos. Geralmente encontrados em baixa concentração nos organismos, são fundamentais nos processos biológicos e na formação de enzimas vitais para determinados processos bioquímicos como a fotossíntese ou a digestão. O tratamento com os oligoelementos não apresenta contra indicações, devendo apenas ser tomado certos cuidados com a ingestão de alguns alimentos capazes de bloquear a absorção dos minerais, como, por exemplo, carne vermelha, laranja, cebola, batata, tomate cru e leite. A ação dos oligoelementos é essencialmente reguladora, equilibrante, adaptativa e se estende a totalidade do caso. A grande vantagem é que sua dosagem é infinitesimal e não provoca efeitos colaterais e nem toxicidade.

A Terapia Ortomolecular com a Oligoterapia é sem dúvida a medicina do futuro, que  ao trabalhar a reestruturação dos terrenos ( dos quais somos gerados), intervindo no processo de vicariação das diáteses. Ela também reequilibra os sistemas nas suas funções essenciais, buscando um estado de saúde e retardando os efeitos danosos do envelhecimento, pelo qual todos nós passamos, já que este é o processo natural da vida.

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